Suzane von Richthofen é nomeada inventariante de herança avaliada em R$ 5 milhões

SÃO PAULO – A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio de seu tio, Miguel Abdalla Neto, falecido em 9 de janeiro de 2026. A decisão, proferida pela 1ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional de Santo Amaro, coloca Suzane à frente da administração de um patrimônio estimado em R$ 5 milhões, fundamentada nas regras de sucessão do Código Civil brasileiro.

A nomeação ocorre em meio a uma disputa judicial com Silvia, prima e ex-companheira de Miguel. Embora Suzane tenha sido excluída da herança de seus pais por indignidade, a legislação atual não a impede de herdar de outros parentes. Na ordem sucessória, sobrinhos (parentes de 3º grau) têm prioridade legal sobre primos (4º grau). Segundo o entendimento da magistrada Vanessa Vaitekunas Zapater, Suzane foi a única a se habilitar formalmente no processo cumprindo todas as exigências legais.

Restrições e Suspensão
A função de inventariante, no entanto, não concede plena liberdade sobre os bens. A decisão judicial restringe a atuação de Suzane apenas a atos de conservação e manutenção do patrimônio, como o pagamento de despesas básicas. Estão expressamente proibidas a venda, a transferência ou o uso pessoal de bens e valores sem autorização prévia do juízo.

Além disso, o inventário encontra-se suspenso até o julgamento definitivo de uma ação de reconhecimento de união estável movida por Silvia. Caso a relação seja comprovada, Silvia passará a ter direitos de cônjuge, o que pode alterar drasticamente a divisão do espólio e a ordem de preferência estabelecida inicialmente.

Controvérsias e Boletim de Ocorrência
O caso também registrou desdobramentos na esfera policial. Silvia registrou um boletim de ocorrência acusando Suzane de retirar móveis, documentos e valores da residência do falecido sem autorização judicial. Em nota, a defesa de Silvia manifestou surpresa com a celeridade da nomeação, alegando que o prazo para apresentação de provas da união estável ainda estava em vigor. Os advogados confirmaram que recorrerão da decisão.

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