Trump anuncia suspensão da imigração de países do “Terceiro Mundo”

O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, afirmou nesta quinta-feira (27/11/2025) que vai suspender permanentemente a entrada de imigrantes provenientes de todos os chamados “países do Terceiro Mundo” — uma medida que representa uma nova escalada em sua política migratória. 

Em uma publicação em sua rede social, ele declarou que pretende encerrar “todas as admissões ilegais do governo anterior” e remover do país qualquer pessoa que “não seja um ativo líquido para os Estados Unidos”. Segundo o presidente, a interrupção da migração teria como objetivo dar tempo para que “o sistema americano se recupere completamente”. 

Trump também disse que, além da suspensão da imigração, o governo cortará benefícios federais para não-cidadãos, revogará a naturalização de imigrantes que considerar que “afetam a tranquilidade doméstica” e deportará estrangeiros definidos como “risco à segurança” ou “incompatíveis com a civilização ocidental”. 

A medida ocorre pouco depois de um ataque em Washington, D.C., no qual um nacional afegão teria alvejado integrantes da Guarda Nacional perto da Casa Branca — fato usado por Trump como justificativa para endurecer as regras migratórias. O presidente culpou as políticas do governo anterior pela “erosão” das condições sociais e segurança nos EUA. 

Críticos apontam que o termo “países do Terceiro Mundo” é vago e frequentemente associado a noções pejorativas de desenvolvimento — e alertam para os riscos de uma política que pode alcançar, indeterminadamente, milhões de pessoas de nações classificadas de forma ampla e generalista. Até o momento, o governo não detalhou quais países seriam afetados nem como a suspensão seria implementada na prática — o que gera incertezas sobre vistos, asilo, status de residentes já nos EUA ou concessões humanitárias. 

A declaração de Trump marca um dos momentos mais duros da trajetória de restrições migratórias de sua administração — e reabre o debate sobre imigração, direitos humanos e o papel dos EUA diante de cidadãos do chamado Norte global tentando migrar do Sul global.


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