O combate ao desperdício de alimentos e o incentivo a hábitos alimentares mais saudáveis estão entre os temas trabalhados pelas escolas estaduais da Bahia durante o mês de outubro. A programação, que inclui atividades pedagógicas e exibição de documentário, integra as ações relacionadas ao Dia Mundial da Alimentação e ao Dia Nacional da Alimentação Escolar.
A iniciativa faz parte de uma política estadual que alia educação alimentar ao fornecimento de refeições para os estudantes. De acordo com informações da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), cerca de 650 mil alunos são atendidos pela rede, que distribui aproximadamente 1,5 milhão de refeições diariamente.
Um dos destaques da programação está previsto para o dia 20 de outubro de 2026, no Colégio Estadual de Tempo Integral Ruy Barbosa, em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul baiano. Na unidade, os estudantes participarão de uma atividade educativa com a exibição do documentário Alimento conecta.
Documentário estimula debate entre estudantes
A ação em Teixeira de Freitas será realizada por nutricionistas em parceria com a coordenação pedagógica do colégio. A produção audiovisual aborda questões como o consumo de alimentos ultraprocessados, o desperdício e as alternativas para tornar a alimentação mais equilibrada e sustentável.
Após a sessão, os alunos terão a oportunidade de discutir os assuntos apresentados e refletir sobre os efeitos dos hábitos de consumo na saúde e no meio ambiente.
A programação também envolve outras unidades da rede estadual, com atividades adaptadas à realidade de cada escola. Entre os temas abordados estão o aproveitamento dos alimentos, a importância de escolhas conscientes e a valorização dos produtos cultivados por agricultores familiares.
As ações fazem referência ao Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, e ao Dia Nacional da Alimentação Escolar, comemorado em 21 de outubro.
Agricultura familiar recebe investimento de R$ 209 milhões
Além das atividades educativas, a alimentação escolar na Bahia movimenta recursos destinados ao abastecimento das unidades públicas de ensino. Em 2026, o governo estadual destinou R$ 209 milhões à compra de alimentos da agricultura familiar, segundo dados divulgados pela SEC.
A aquisição desses produtos contribui para inserir agricultores familiares no fornecimento de alimentos às escolas e estimular a economia dos municípios baianos. A estratégia também favorece a presença de produtos regionais nas refeições servidas aos estudantes.
O investimento integra as medidas adotadas para garantir o abastecimento da rede estadual, que atende escolas distribuídas pelos 27 Territórios de Identidade da Bahia.
Cardápios levam em conta as necessidades nutricionais dos alunos
A composição das refeições é planejada por nutricionistas, que consideram as necessidades nutricionais dos estudantes e as características alimentares das diferentes regiões do estado.
No Extremo Sul da Bahia, a nutricionista Lorena Sousa, vinculada às escolas atendidas pelo Núcleo Territorial de Educação do Extremo Sul (NTE 07), destaca a importância de oferecer refeições variadas e equilibradas, com a inclusão de alimentos provenientes da produção local.
O planejamento nutricional e a compra de produtos da agricultura familiar aproximam a política de alimentação escolar dos produtores regionais. Com isso, o abastecimento busca atender às demandas alimentares dos alunos e, simultaneamente, ampliar as oportunidades para a agricultura familiar.
Alimentação escolar integra ações de aprendizagem e segurança alimentar
A oferta de refeições faz parte das políticas públicas voltadas à permanência e ao desenvolvimento dos estudantes na escola. O secretário estadual da Educação, Marcius Gomes, ressaltou a importância da alimentação para as condições de aprendizagem e para o fortalecimento das cadeias produtivas dos territórios baianos.
A superintendente de Planejamento Operacional da Rede Escolar, Aline Soares, também destacou a relevância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e da participação da agricultura familiar no fornecimento de alimentos à rede pública.
Com cerca de 1,5 milhão de refeições distribuídas diariamente, a política estadual combina atendimento nutricional e ações de conscientização. A proposta é ampliar o conhecimento dos estudantes sobre alimentação saudável e sustentabilidade, ao mesmo tempo que valoriza a produção regional e contribui para a redução do desperdício de alimentos.
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