O ambientalista e candidato a deputado federal Marcell Moraes voltou a se posicionar contra a vaquejada e criticou o patrocínio da montadora chinesa BYD ao Circuito Nacional de Vaquejada. Para ele, a participação de uma empresa que construiu sua imagem com base na sustentabilidade e na mobilidade elétrica é incompatível com um evento que, segundo defende, submete animais a sofrimento.
Marcell afirmou que uma montadora reconhecida mundialmente por promover soluções sustentáveis não deveria associar sua marca a uma prática em que bois têm o rabo puxado durante as competições.
“A BYD prega sustentabilidade por meio de seus carros elétricos, mas patrocina um evento em que um animal é submetido ao sofrimento por entretenimento. Isso é uma grande contradição”, declarou.
O protetor dos animais também voltou a afirmar que a vaquejada não pode ser considerada um esporte. Segundo ele, a modalidade envolve maus-tratos e coloca os animais em situações de estresse e dor, sem que eles tenham qualquer escolha em participar.
“A vaquejada jamais deveria ser considerada um esporte. Esporte é quando dois competidores decidem disputar uma competição. O boi não escolheu estar ali e muito menos ter seu rabo puxado para divertir pessoas. Há sofrimento animal e isso não pode ser tratado como entretenimento”, afirmou.
A presença da BYD como patrocinadora principal do Circuito Nacional de Vaquejada dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto defensores da causa animal e ativistas criticaram a parceria por considerá-la incompatível com os princípios de sustentabilidade e bem-estar animal, apoiadores da modalidade destacaram sua importância para a cultura e para a economia de diversas regiões do país.
Marcell destaca que a legalidade da vaquejada não elimina os impactos físicos e psicológicos causados aos animais. Segundo ele, a prática pode provocar fraturas, lesões internas, rompimento de ligamentos, dores intensas e, em alguns casos, até a morte dos bois utilizados nas competições.
Para o ambientalista, tradição e cultura não podem servir de justificativa para o sofrimento animal.
“É uma luta de anos contra isso que se diz esporte. Eu não posso chamar a vaquejada de esporte. Eu considero esporte quando dois competidores resolvem se enfrentar. A vaquejada não. O boi não quer estar ali fazendo parte daquela brincadeira. Então, jamais isso pode ser considerado um esporte. Além disso, os maus-tratos já foram comprovados. Estamos no século XXI e a escravidão animal precisa acabar. O boi é colocado em uma situação extremamente difícil e acaba sendo machucado e torturado. A cultura não pode ser tortura. O caminho agora é o fim dessa crueldade”, concluiu Marcell Moraes.
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