Enquanto o mercado acompanha as negociações envolvendo uma possível recompra da Refinaria de Mataripe pela Petrobras, um novo empreendimento do setor de petróleo acaba de receber autorização para ser instalado na Bahia. A iniciativa reforça o crescimento da indústria de refino no estado e amplia a perspectiva de investimentos para os próximos anos.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) concedeu licença para a Brasil Refinos implantar uma refinaria no Centro Industrial de Aratu (CIA), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A unidade deverá iniciar suas operações ainda em 2026 e terá capacidade para processar 99.500 barris de petróleo por ano.
Segundo a empresa responsável pelo projeto, a produção será voltada para derivados como diesel S10, diesel 500, gasolina, solventes, parafina, nafta e óleos pesados. A expectativa é de que a nova estrutura contribua para a criação de milhares de empregos diretos e indiretos, além de fortalecer a cadeia produtiva do setor energético baiano.
O segmento de refino vem atraindo novos investimentos para diferentes regiões do estado. Em Alagoinhas, a Stanley Oil avança com a construção de uma unidade no distrito de Buracica, em um projeto estimado em cerca de R$ 500 milhões. Na fase inicial, o empreendimento deverá gerar aproximadamente 400 vagas de emprego entre postos diretos e indiretos.
Já a Dax Oil prepara a entrada em operação de uma refinaria em Camaçari, também prevista para 2026. A expectativa é que a unidade alcance uma produção diária de 15.695 barris, ampliando a capacidade de processamento de combustíveis na Bahia.
Paralelamente aos novos projetos, seguem as discussões sobre a Refinaria de Mataripe, atualmente administrada pelo fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. Conforme informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico, as conversas entre a Petrobras e o grupo árabe acontecem há cerca de dois anos e meio.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o principal obstáculo para a conclusão do negócio continua sendo a diferença entre as partes em relação ao valor do ativo. Segundo ele, as negociações permanecem em andamento e são conduzidas sob critérios estritamente comerciais, sem participação política nas decisões.
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