Bahia se torna o estado do “Job de meninas tudo por dinheiro “ aponta pesquisa

A Bahia tem se destacado pelo crescimento do chamado “Job de meninas”, prática que envolve jovens universitárias e recém-formadas que utilizam redes sociais e plataformas digitais para ganhar dinheiro em troca de sexo. Segundo pesquisa do Instituto Mua, o fenômeno é mais forte na Região Metropolitana de Salvador, mas também avança pelo interior do estado.

Conhecido como “Job”, o esquema funciona por meio de sites como Meu Patrocínio, perfis normais que começam a conversa com interesse de conhecer mas logo falam de perfis falsos , também por indicações diretas pelo Instagram. Diferente do estereótipo tradicional, a maioria das envolvidas vem de famílias estruturadas, mantém aparência de vida comum , universitárias, recém formadas e a grande maioria são da Região Metropolitana e interior e e agem com total sigilo.

Um empresário da construção civil, de 62 anos, relatou ao site Bainfoco que iniciou uma conversa com uma jovem de 24 anos, da Região Metropolitana, pelo Instagram. Pouco depois, um perfil fake entrou em contato oferecendo um encontro por R$ 1.500.

“Na hora me assustei. O perfil dela mostrava que estava namorando, parecia de família formada, muito bonita, se sujeitando a se vender. Tenho sobrinhas dessa idade e é desmotivante ver a desvalorização de muitas que fazem isso,hoje para você conhecer alguém corre um risco enorme pois não sabe qual o interesse de muitas e se fazem o tal Job “ afirmou o empresário, que não quis se identificar. 

O crescimento do “Job” reacende debates sobre crise econômica, redes sociais e a normalização de práticas que antes aconteciam longe dos holofotes.




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