Dois policiais militares estão entre os 11 presos em operação contra comércio ilegal de armas na Bahia

Dois policiais militares, identificados como Geovane Santos de Jesus Caldas e Iure dos Reis de Almeida, estão entre os 11 presos durante a Operação Circuito Fechado, deflagrada nesta quinta-feira (5), na Bahia. A investigação, conduzida pela Polícia Civil, apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de comercializar armas de fogo ilegalmente e movimentar recursos por meio de lavagem de dinheiro. Um dos PMs é da ativa e o outro está na reserva. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Além dos militares, outras nove pessoas foram presas. Entre os investigados estão Felipe Smiley de Sousa Galvão, Mairon Marques Cabral, Jorge Anderson Ferreira Rêgo, Alex Costa Ferreira dos Santos, Jorge Vinicius Oliveira dos Santos, Nilton Silva Brito, Webert de Oliveira Cardoso, Everton Sousa de Jesus e Carlos Alexandre de Menezes Santos Júnior. As prisões ocorreram por diferentes determinações judiciais, incluindo mandados preventivos e uma autuação em flagrante.

A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Salvador, Valença, Nazaré, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu. Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão. Até o momento, 11 pessoas foram detidas, enquanto outros quatro investigados não haviam sido localizados. A Justiça também determinou medidas cautelares alternativas à prisão para 13 alvos da investigação.

Um dos principais resultados da ação ocorreu em Nazaré, onde um comerciante de armas foi preso em flagrante. Segundo a investigação, ele é suspeito de fornecer armamentos a grupos criminosos. No estabelecimento, os agentes apreenderam 82 armas de fogo, sendo 74 pistolas e revólveres e oito armas longas. Também foram recolhidos R$ 22.362 em dinheiro, um carro, uma motocicleta, dez celulares, um tablet e porções de cocaína.

As investigações tiveram início em dezembro de 2023, depois que um homem foi preso em Valença transportando 270 munições de diferentes calibres. A análise de documentos, dados e movimentações financeiras levou os investigadores a identificar uma rede composta por fornecedores, intermediários e transportadores de armas. Conforme a Polícia Civil, o grupo abasteceria integrantes de duas organizações criminosas rivais. Também foram identificados indícios de envolvimento em furtos, falsificação de documentos e fraudes imobiliárias, além de possível participação de agentes de segurança pública, com suspeita de uso de informações privilegiadas e viaturas policiais para facilitar as atividades ilícitas. As investigações continuam.

Fontes:

Polícia Civil da Bahia — informações sobre a Operação Circuito Fechado.

Aratu On — matéria original e informações sobre os investigados.

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