Os bastidores de 2028
Bruno Reis pode ir para o PL, João Roma mira Prefeitura de Salvador e Ana Paula Matos entra na disputa de 2028; PT observa Adolpho Loyola e José Trindade ?
Bastidores políticos apontam possíveis mudanças partidárias e articulações para a sucessão municipal. Uma eventual aproximação entre grupos adversários também é cogitada, mas não há acordos confirmados.
Salvador (BA) — Embora as eleições municipais de 2028 ainda estejam distantes, as movimentações nos bastidores da política baiana já começaram a ganhar força. O futuro político do prefeito Bruno Reis, o interesse de João Roma em disputar a Prefeitura de Salvador, o protagonismo da vice-prefeita Ana Paula Matos e as articulações do PT estão entre os assuntos que movimentam as conversas políticas na capital.
Uma das hipóteses discutidas é uma eventual filiação de Bruno Reis ao Partido Liberal (PL), legenda presidida na Bahia por João Roma. Nesse cenário, especula-se inclusive a possibilidade de o prefeito assumir uma posição de destaque na direção partidária, como uma vice-presidência.
A hipótese, entretanto, não foi confirmada. Em declaração publicada pelo jornal A TARDE em 9 de outubro, João Roma negou que existissem negociações para filiar Bruno Reis ao PL naquele momento.
João Roma pode disputar a Prefeitura de Salvador em 2028
O ex-ministro e presidente estadual do PL, João Roma, aparece entre os nomes interessados na sucessão municipal.
Uma eventual candidatura de Roma poderia envolver negociações com o grupo político liderado por ACM Neto e Bruno Reis, aliados com os quais o dirigente do PL voltou a se aproximar politicamente.
Apesar das especulações, ainda não existe anúncio de que Roma será o candidato escolhido pelo grupo.
Em entrevista divulgada em 21 de outubro, o presidente do PL afirmou que as definições sobre 2028 deverão ocorrer após a conclusão do calendário eleitoral de 2026.
Ana Paula Matos também disputa espaço e reivindica protagonismo, e é o nome forte pelo grupo de Neto.
Enquanto João Roma aparece nas articulações, a atual vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, também é apontada como um dos nomes para a sucessão de Bruno Reis
Integrante da administração municipal, Ana Paula reúne experiência na gestão pública e tem seu nome defendido por aliados como uma alternativa para dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela Prefeitura.
Seu histórico de atuação administrativa e a participação direta na atual gestão são argumentos utilizados por apoiadores que defendem sua candidatura.
A definição, no entanto, dependerá de negociações políticas e da construção de consensos entre as lideranças partidárias
Outro nome mencionado no cenário sucessório é o deputado federal Léo Prates, que também aparece nas discussões sobre a eleição municipal
PT pode apostar em Adolpho Loyola
No campo governista, o nome do secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, começa a ganhar destaque nas análises sobre o futuro da disputa pela Prefeitura de Salvador.
Ligado ao grupo político do governador Jerônimo Rodrigues, Loyola exerce uma função estratégica de articulação política e diálogo institucional
Nos bastidores, seu nome é mencionado como uma possibilidade para representar o campo governista na eleição de 2028, embora não exista confirmação de candidatura.
Outra hipótese discutida é a eventual composição de uma chapa com uma liderança próxima ao grupo de ACM Neto, possibilidade que, caso avançasse, representaria uma reorganização significativa das alianças políticas na capital.
Até o momento, porém, não há confirmação pública de negociações ou de qualquer acordo nesse sentido.
ACM Neto terá papel importante nas articulações
Ex-prefeito de Salvador, ACM Neto continua sendo uma das principais referências políticas do grupo que atualmente administra a capital baiana.
A escolha de um nome para suceder Bruno Reis poderá envolver negociações entre União Brasil, PL, PDT e outras legendas que participam das articulações municipais.
O cenário permanece aberto e poderá sofrer mudanças ao longo dos próximos dois anos.
O fato é que a sucessão municipal de Salvador já desperta interesse nos bastidores políticos, mesmo sem candidaturas oficialmente definidas. Bruno Reis, João Roma, Ana Paula Matos, José Trindade presidente da Conder e Adolpho Loyola aparecem nas discussões que poderão influenciar a formação das chapas para 2028.