Marcell Moraes acusa vizinha de envolvimento na morte de seu macaco-prego Alcebíades e promete medidas judiciais

O ex-deputado estadual Marcell Moraes afirmou que seu macaco-prego, Alcebíades, teria sido morto a pauladas e prometeu buscar a responsabilização criminal dos supostos envolvidos. Nesta sexta-feira (9), o político publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece emocionado em uma sala de necropsia, aguardando os resultados dos exames que devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte do animal.

Na publicação, Marcell fez acusações contra uma vizinha e afirmou que ela teria impedido a entrada de pessoas no local. “Na sala de necropsia, vão comprovar que meu filho foi assassinado a pauladas!”, escreveu. Em seguida, prometeu tomar medidas judiciais contra os possíveis responsáveis.

O ex-parlamentar também informou que o velório e o sepultamento estavam previstos para segunda-feira (12). Ele disse ainda que pretende consultar a possibilidade de enterrar Alcebíades no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, junto ao pai e aos avós.

Marcell suspeita de envenenamento e agressões

A morte do macaco-prego aconteceu nesta semana e gerou acusações do ex-deputado contra moradores do condomínio Alphaville 2, onde ele reside, em Salvador. Em entrevista concedida ao BNews na quinta-feira (8), Marcell afirmou suspeitar que o animal tenha sido envenenado e agredido por vizinhos.

Segundo ele, Alcebíades vivia sob seus cuidados desde os dois meses de idade e completaria oito anos no dia 30 de outubro. Marcell também alegou que enfrentava conflitos com moradores do condomínio por causa da presença de seus animais.

“Alcebíades tá comigo desde os dois meses, ele completaria oito anos agora no dia 30 de outubro”, declarou o ex-deputado durante a entrevista.

Moradores relatam episódios envolvendo o animal

Em meio à repercussão do caso, moradores do condomínio relataram que o macaco teria escapado da residência de Marcell, entrado em outras casas e agredido pessoas. Também circularam relatos de que o animal teria ingerido bebida alcoólica, álcool 70% e uma cartela de medicamentos.

Marcell confirmou que Alcebíades havia entrado em diferentes residências após escapar, mas afirmou que o animal teria sido agredido durante o episódio. Ele mencionou relatos e vídeos que, segundo sua interpretação, indicariam golpes na cabeça do primata.

“Pelos relatos e pelos vídeos, ele recebeu paulada na cabeça, uma vassourada na cabeça”, afirmou. O ex-deputado também levantou a suspeita de envenenamento e criticou a maneira como o animal teria sido recolhido pela polícia ambiental.

Até o momento, não há confirmação pericial apresentada no relato de que o macaco tenha sido envenenado ou morto em decorrência de agressões. As suspeitas foram levantadas por Marcell, que aguarda os resultados da necropsia.

Ex-deputado afirma que deixará o condomínio

Durante a entrevista, Marcell disse não conhecer pessoalmente os moradores que suspeita estarem envolvidos no caso, embora afirme saber onde ficam suas residências. Ele também relatou que um grupo de moradores teria realizado um protesto em frente à sua casa na noite anterior à entrevista.

Após a morte de Alcebíades, o ex-deputado declarou que pretende deixar o condomínio Alphaville 2 e levar o caso às últimas consequências na Justiça.

“Eu estou me retirando do Alphaville 2, um condomínio que não gosta de bicho, que mataram o meu animal. Eu vou até o último limite”, afirmou.

A investigação sobre as circunstâncias da morte de Alcebíades depende do esclarecimento dos fatos e dos resultados periciais. Até a conclusão das apurações, as acusações contra moradores permanecem sob a condição de suspeitas, sem comprovação definitiva de responsabilidade.


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