Adolescente de 14 anos é apreendido em Caculé durante operação contra redes de exploração de menores

Um adolescente de 14 anos foi apreendido pela Polícia Civil da Bahia nesta terça-feira (15), em Caculé, no sudoeste da Bahia. Ele é investigado por atos infracionais análogos a crimes relacionados à indução, instigação ou auxílio ao suicídio de criança com resultado de morte, automutilação de adolescente, associação criminosa e maus-tratos e mutilação de animal doméstico.

A apreensão ocorreu durante a Operação Lívia II, coordenada no âmbito de uma ação do Ministério da Justiça e que mobilizou forças de segurança em outros três estados e no Distrito Federal. As investigações tiveram início após a morte de uma adolescente de 13 anos, cuja morte foi transmitida pelas redes sociais.

Contra o adolescente havia um mandado de internação provisória, com prazo máximo de 45 dias, expedido pela 1ª Vara Criminal de Naviraí, no Mato Grosso do Sul. Durante a operação em Caculé, a Polícia Civil também cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. Dois aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à análise pericial.

Segundo a Polícia Civil, a segunda fase da operação dá continuidade às investigações iniciadas no começo de agosto. A análise de celulares, computadores e outros dispositivos apreendidos na primeira etapa teria permitido identificar novos integrantes de grupos virtuais que explorariam a vulnerabilidade de crianças e adolescentes.

De acordo com o coordenador da 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, Zanderlan Fernandes, as investigações identificaram redes digitais associadas a práticas de extremismo, misoginia, crueldade contra animais, automutilação e indução ao suicídio. Também foram identificadas, segundo ele, práticas de coerção psicológica e chantagem contra vítimas vulneráveis, descritas como uma forma de “escravidão digital”.

Os celulares recolhidos durante a operação serão encaminhados para perícia. O material poderá contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de outros possíveis envolvidos.

Após os procedimentos legais, o adolescente foi encaminhado para uma unidade responsável pelo cumprimento da medida de internação provisória.

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