O governo dos Estados Unidos sinalizou que está perto de finalizar a decisão sobre a criação de novas tarifas para produtos brasileiros. O comunicado foi feito por Jamieson Greer, responsável pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a representantes do governo brasileiro.
Segundo informações divulgadas, Greer teria encaminhado ao presidente Donald Trump a versão final da recomendação sobre as medidas comerciais. O representante americano também mencionou que alguns setores ainda podem ser retirados da lista de produtos atingidos pelas novas cobranças.
A conversa entre os dois países aconteceu durante uma reunião realizada na terça-feira (14), quando Greer afirmou que a etapa de negociações havia sido encerrada. Ele também criticou a postura adotada pelo Brasil durante as discussões e afirmou que faltaram avanços nas propostas apresentadas.
A avaliação, no entanto, foi rejeitada por integrantes da equipe brasileira. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e os diplomatas Maurício Lyrio e Audo Faleiro questionaram os argumentos apresentados pelos Estados Unidos.
Os representantes do Brasil afirmaram que não foram apresentados dados técnicos suficientes para justificar a investigação comercial baseada na chamada Seção 301. Eles também contestaram as críticas envolvendo questões ambientais, destacando que os números oficiais indicam redução do desmatamento na Amazônia.
Durante as negociações, o governo brasileiro apresentou alternativas para tentar evitar impactos maiores no comércio entre os países. Uma das propostas envolvia mudanças nas tarifas sobre etanol e açúcar, mas a iniciativa não avançou com os representantes norte-americanos.
Apesar da possibilidade de novas exceções, Greer indicou que a relação de produtos livres das tarifas deve ser definida no anúncio inicial da medida. A expectativa é que não haja alterações frequentes na lista após a implementação das novas regras.
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