Novos detalhes sobre a situação de Mateus da Costa Meira, de 51 anos, vieram à tona nesta segunda-feira (13). Conforme reportagem publicada pelo jornal O Globo, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) se posicionou contra a saída do ex-estudante de Medicina do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, por entender que ainda havia riscos relacionados à sua liberação.
De acordo com a publicação, o órgão ministerial sustentou que Mateus poderia representar perigo tanto para terceiros quanto para os próprios familiares. A reportagem também aponta que, antes da desinternação, os pais do ex-estudante demonstraram insegurança sobre recebê-lo novamente em casa, onde ele passou a morar após a decisão judicial que autorizou sua saída em 2024.
O caso voltou a ganhar repercussão depois que Mateus foi visto circulando pelo Shopping Barra, em Salvador. A informação foi divulgada pelo jornalista Ullisses Campbell, da coluna True Crime, do jornal O Globo.
Mateus ficou conhecido nacionalmente pelo ataque a tiros ocorrido em um cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, em 1999. O atentado resultou na morte de três pessoas e deixou outras nove feridas. Anos depois, ele foi considerado inimputável em razão de transtorno mental e passou a cumprir medida de segurança em uma unidade psiquiátrica de custódia na Bahia.
Segundo O Globo, entre os motivos apresentados pelo MP-BA para contestar a desinternação estavam a ausência de um exame que comprovasse o fim da periculosidade, a inexistência de um estudo sobre a capacidade dos pais, já idosos, de acompanhá-lo e a falta de um plano de gerenciamento de riscos para garantir a proteção do próprio paciente, da família e da população. Apesar das manifestações do Ministério Público, a Justiça autorizou a desinternação em 2024, permitindo o retorno de Mateus ao convívio familiar.
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