NOVOS TALENTOS: Estudante baiano é finalista de seleção nacional do Profissão Repórter da Globo; veja

O estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Pedro Henrique Novaes, está entre os 20 finalistas do “Profissão Repórter Procura”, iniciativa da Academia LED em parceria com o Jornalismo da Rede Globo. O projeto, exibido pelo Fantástico, tem como objetivo revelar novos talentos da reportagem brasileira e será conduzido pelo jornalista Caco Barcellos.

Com a classificação, Pedro avança para a etapa de entrevistas, que será realizada por Caco Barcellos e uma banca formada por profissionais da Rede Globo. Ao final dessa fase, apenas seis participantes serão escolhidos para integrar o quadro especial, que terá cinco episódios exibidos nacionalmente.

Durante o programa, os selecionados enfrentarão desafios práticos de reportagem e terão o desempenho avaliado com base em critérios como apuração, relevância das pautas, construção narrativa, sensibilidade na abordagem das histórias e tomada de decisões em campo.

Na primeira etapa da seleção, os candidatos precisaram produzir uma reportagem de até dois minutos sobre uma manifestação popular brasileira. Natural de Mucugê, na Chapada Diamantina, Pedro decidiu contar a história do Reisado, manifestação cultural que reúne música, dança, religiosidade e tradições populares preservadas há gerações no município.

“Foi a partir dessa percepção de encanto pessoal que eu tenho pela manifestação, junto com a exigência do regulamento, que surgiu a ideia de se fazer essa reportagem sobre o Reisado. O modo em que ela acontece aqui na região sempre me chamou muito a atenção e eu percebi que seria um momento oportuno para contar essa história”, afirmou.

A produção contou com o apoio da família do estudante e do mestre do grupo de Reisado, Gilberto Paraguassú. Segundo Pedro, um dos maiores desafios foi transformar uma tradição cultural em uma narrativa jornalística capaz de dialogar com diferentes públicos.

“Colocar sensibilidade, pensar em uma maneira narrativa de contar essa história e também transformá-la em um produto jornalístico foi fundamental. Estamos lidando com cultura e com o risco do esquecimento e apagamento dessas histórias”, destacou.

O estudante também atribui parte do resultado à formação recebida na Uesb. Para ele, o curso foi essencial para desenvolver um olhar mais humano sobre as histórias e compreender o jornalismo como uma ferramenta de transformação social.

“No curso, encontrei profissionais que entendem que o jornalismo é muito mais do que informação. É um exercício profissional que pode contar histórias com sensibilidade e provocar impactos tanto na vida de quem as protagoniza quanto na vida daqueles que as escutam”, disse.

Caso seja selecionado para a fase final, Pedro representará a Bahia no quadro que busca revelar a nova geração de repórteres do país.



Notícia anterior
Jornalistas que cobrem Elon Musk têm contas no Twitter suspensas

Notícias relacionadas