Uma denúncia de possível negligência médica e falhas no atendimento do Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana, ganhou repercussão após o relato de dona Josefa Tereza de Jesus ao repórter Denivaldo Costa, da Rádio Subaé. Moradora de Euclides da Cunha, ela contou o sofrimento enfrentado pelo neto de apenas 6 anos, internado na unidade hospitalar.
Segundo a avó, o problema começou no último sábado (2), quando a criança, que já havia passado por uma cirurgia intestinal no próprio hospital em novembro, apresentou febre alta. Ela afirmou que havia recebido orientação médica para levar o menino diretamente ao HEC em caso de complicações, mas relatou que o atendimento inicial terminou com o encaminhamento para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
De acordo com Josefa, o garoto chegou ao hospital com febre de 39°C e episódios de convulsão. Mesmo assim, após avaliação na UPA, teria sido liberado, apesar de exames apontarem uma infecção urinária bacteriana.
A situação se agravou durante o retorno da família para Euclides da Cunha, por volta das 22h, nas proximidades do município de Santa Bárbara. Conforme o relato, a criança passou a apresentar febre de 40°C e fortes tremores dentro do veículo.
Abalada, a avó contou que precisou dirigir sob forte tensão emocional enquanto buscava socorro para o neto. Após atendimento emergencial em Santa Bárbara, a família retornou ao Hospital Estadual da Criança na madrugada de domingo, conseguindo a internação apenas depois de insistir junto ao setor de assistência social.
Ainda segundo a denúncia, o menino permaneceu cerca de oito dias internado com febre constante até que fosse identificada a presença de líquido no pulmão. A criança passou por cirurgia apenas nesta segunda-feira (10) e precisou utilizar sonda durante o tratamento.
Josefa também criticou as condições enfrentadas por acompanhantes e pacientes vindos do interior, relatando falta de suporte psicológico e assistência adequada. Segundo ela, algumas pessoas chegaram a dormir nos corredores da unidade hospitalar.
Indignada com a situação, a avó afirmou que pretende registrar denúncia formal na Ouvidoria Geral do Estado. Ela cobrou melhorias no atendimento da rede pública de saúde e questionou a demora na realização do procedimento cirúrgico.
Até o fechamento da matéria, a direção do Hospital Estadual da Criança não havia se pronunciado oficialmente sobre as denúncias apresentadas pela família.
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