“Meu filho pode morrer a qualquer momento.” A declaração, carregada de angústia, traduz o desespero de um pai diante do que considera uma ameaça concreta à vida do filho.
O médico Uldurico Alves Pinto tornou pública uma denúncia formal direcionada ao governador Jerônimo Rodrigues e a outras autoridades do estado. No documento, ele pede medidas urgentes para garantir a segurança e a integridade do ex-deputado federal Uldurico Júnior.
Segundo o relato, o ex-parlamentar foi colocado em uma cela comum, dividindo espaço com outros detentos, mesmo apresentando um quadro de saúde considerado delicado, incluindo a necessidade de acompanhamento na área de saúde mental. Para o pai, que também é médico, a situação representa um risco grave e imediato.
Na avaliação dele, manter o filho em um ambiente prisional comum, especialmente em um sistema marcado por superlotação, pode agravar tanto as condições físicas quanto psicológicas, além de expô-lo a possíveis episódios de violência.
A denúncia também aponta preocupação com a possibilidade de agressões e outros riscos dentro da unidade prisional. O documento destaca que a permanência nessas condições pode resultar em consequências irreversíveis.
O caso ocorre no contexto de uma investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia, que apura suspeitas relacionadas a uma fuga de detentos registrada em 2024. Até o momento, não há condenação, e a defesa de Uldurico Júnior afirma que ele nega todas as acusações.
Os advogados argumentam ainda que os fatos investigados teriam ocorrido há cerca de dois anos, o que, segundo a defesa, colocaria em dúvida a necessidade e a proporcionalidade da prisão preventiva.
Enquanto o processo segue em análise, a família reforça o pedido para que sejam garantidos direitos básicos previstos na Constituição, como a preservação da vida, da integridade física e da dignidade do detento.
A audiência de custódia deverá definir os próximos encaminhamentos do caso. Para o pai, no entanto, a urgência é imediata: assegurar que o filho permaneça vivo e em condições seguras enquanto aguarda as decisões da Justiça.
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