Motorista que atropelou e matou motociclista na Paralela é solto após audiência de custódia

A Justiça concedeu liberdade provisória ao motorista Mauro Lázaro Araújo Santana, de 50 anos, preso após se envolver no acidente que resultou na morte do motociclista Gabriel Lopes dos Santos, de 21 anos, na Avenida Luiz Viana Filho, conhecida como Avenida Paralela. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (31).


Mauro havia sido detido em flagrante e autuado por homicídio culposo na condução de veículo automotor, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro. O acidente aconteceu na tarde de domingo (29), nas proximidades do bairro do Saboeiro.


De acordo com informações registradas no auto de prisão, uma policial militar que prestou apoio à ocorrência relatou que, ao chegar ao local, encontrou o motociclista já sem sinais vitais. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmaram a morte ainda na via.


Segundo a agente, o motorista apresentava sinais aparentes de ingestão de álcool, como dificuldade para caminhar, olhos avermelhados e cheiro forte de bebida alcoólica. Ainda conforme o relato, Mauro se recusou a realizar o teste do bafômetro quando foi levado para a unidade policial.


Durante a ocorrência, também houve divergência sobre quem estaria dirigindo o carro no momento da colisão. Uma mulher que estava no veículo chegou a afirmar que conduzia o automóvel, mas a versão foi contestada por testemunhas presentes no local.


Uma das testemunhas afirmou ter visto o momento do impacto. De acordo com o depoimento, o carro conduzido por Mauro atingiu a motocicleta na traseira, arremessando Gabriel contra um poste. Após a batida, o motorista teria tentado deixar o local, sendo contido cerca de 500 metros adiante.


A testemunha também relatou que o suspeito apresentava sinais de embriaguez, como fala alterada, olhos vermelhos e odor de álcool. Segundo o depoimento, havia caixas de cerveja dentro do carro, que acabaram sendo retiradas por populares antes de o veículo ser incendiado.


O acidente provocou revolta entre pessoas que estavam nas proximidades. De acordo com relatos, o motorista foi alvo de tentativa de agressão por parte de populares, e o carro acabou sendo apedrejado e incendiado.


Durante a audiência de custódia, o Ministério Público se manifestou favorável à homologação do flagrante, mas defendeu a concessão de liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares. A defesa também solicitou a soltura do acusado.


Ao analisar o caso, o juiz apontou que existem indícios de autoria e materialidade, com base nos depoimentos e nas circunstâncias do acidente, como a tentativa de fuga e os sinais de embriaguez. No entanto, destacou que não houve pedido formal de prisão preventiva e que, pela legislação vigente, a medida não poderia ser decretada de ofício.


Com isso, o magistrado determinou a liberação do motorista sem pagamento de fiança, considerando a alegada falta de condições financeiras.


Entre as medidas cautelares impostas, Mauro deverá comparecer a todos os atos do processo quando for convocado pela Justiça, apresentar-se periodicamente em juízo pelo período de um ano, não deixar Salvador por mais de dez dias sem autorização judicial e manter o endereço atualizado. Além disso, foi determinada a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação por seis meses.


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