O julgamento dos três homens acusados de envolvimento na morte da cantora gospel Sara Freitas continua nesta quarta-feira (25), no município de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. A sessão do júri popular, que teve início na terça-feira (24), deve ser retomada a partir das 9h.
O caso está sendo analisado no Fórum Desembargador Gérson Pereira dos Santos, na cidade onde o corpo da artista foi localizado. Durante o primeiro dia de julgamento, que avançou pela madrugada, as testemunhas convocadas foram ouvidas, encerrando essa etapa do processo.
Ao todo, 17 pessoas estavam previstas para depor, embora nem todas tenham sido chamadas. Os réus respondem por feminicídio com agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e associação criminosa. Entre eles está Ederlan Santos Mariano, ex-companheiro da vítima, apontado como o autor intelectual do crime.
A acusação demonstra confiança em uma nova condenação. Segundo o assistente Rogério Matos, a expectativa é de penas severas, lembrando que um dos envolvidos, o motorista Gideão Duarte de Lima, já foi condenado anteriormente a mais de 20 anos de prisão por participação no caso.
Familiares da vítima também acompanham o julgamento e aguardam por justiça. A mãe de Sara, Dolores Freitas, declarou acreditar que os responsáveis serão devidamente punidos.
O Ministério Público da Bahia sustenta que há provas consistentes contra os acusados. De acordo com o promotor Audo Rodrigues, o conjunto probatório reunido ao longo das investigações confirma a participação de cada um no crime.
Conforme apontado pela Polícia Civil, o assassinato teria sido planejado por Ederlan, enquanto Gideão conduziu a vítima até o local. Victor Gabriel Oliveira Neves teria imobilizado Sara, e Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, seria o responsável por executar o ataque.
A cantora foi morta com múltiplos golpes de faca após ser atraída sob o pretexto de participar de um evento religioso, em outubro de 2023. O corpo foi encontrado posteriormente em Dias d’Ávila. Inicialmente, quatro pessoas foram denunciadas, sendo que uma delas já foi julgada e condenada.
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