Pesquisas recentes indicam que homens que conseguem perdoar traições ou decepções amorosas tendem a viver com mais leveza e felicidade. O motivo é simples: liberar o rancor ajuda a reduzir o estresse e permite seguir em frente com mais equilíbrio emocional. Nem sempre a dor vem apenas de uma traição. Em muitos casos, ela nasce da sensação de ter sido enganado — quando alguém vive anos ao lado de uma pessoa que dizia amar, prometia que era “o amor da vida”, que não sabia viver sem o parceiro, mas depois simplesmente se afasta quando alcança seus próprios objetivos.
Foi o que aconteceu com um homem de nome Ricardo que conviveu oito anos com sua companheira chamada Hanna . Segundo ele, depois de conquistar o que queria, ela passou a ignorá-lo e até tentou prejudicá-lo. Mesmo assim, ele decidiu não guardar rancor. “Eu entendi que o erro não estava em mim, mas em quem age assim. Hoje essa pessoa está perdoada. O mal que ela fez não foi a mim, foi a si mesma. Rezo todos os dias para que ela seja feliz, mas longe de mim. O amor não acabou, e sou feliz por isso. É como amar uma ‘pedra’: você quer o bem, mas não há interação. É um sentimento diferente”, afirma.
Para ele, seguir sem ódio foi a melhor escolha. “Não me preocupo se o que a pessoa queria de mim era amor ou interesse. Já deixei isso para trás. Desejo o bem a ela e sigo com a cabeça erguida. Quando me perguntam, digo que fui feliz e vivi alguns dos melhores momentos da minha vida. Se foi por interesse, quem perdeu? Mas prefiro nem ter uma opinião definitiva sobre isso.”
Hoje, ele diz estar bem consigo mesmo. “Estou ótimo solteiro e quero ficar assim por um bom tempo. Está na hora de curtir minha família e a mim mesmo. Muitas pessoas, quando acabam um relacionamento, já querem correr atrás de uma volta ou de outro parceiro. Eu não quero nem uma coisa nem outra, quero paz. Como diz no Pai-Nosso: ‘Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido’. É isso que procuro viver, guardando apenas as coisas boas.”
Ricardo acredita que a vida recompensa quem age com dignidade. “Não há nada melhor do que sair de uma situação dessas sem rancor. Quem faz o mal carrega isso dentro de si. Eu sigo orando até por quem me odeia e desejo que sejam mais felizes do que eu, porque já vivi momentos muito especiais com quem amei.”
Ele afirma que hoje prefere deixar o futuro nas mãos de Deus. “Peço apenas que seja feita a vontade d’Ele, como diz a oração: ‘Seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu’. A vida é feita de momentos e sou grato pelos inúmeros momentos felizes que já vivi. Já amei de verdade e agora sigo em paz.”
Ricardo Mattos também diz que procura viver com gratidão. “Não estou triste nem deprimido, pelo contrário. Quero viver muito ainda. Só sinto que, ao longo da vida, a gente precisa deixar algo de bom registrado: que é possível seguir em frente sem ódio e com o coração tranquilo, certeza que Hanna sabe que quero o bem dela , muitos dizem que ela não quer o meu, não me importo , cada um dar o que pode oferecer.
A reflexão do entrevistado vai ao encontro de pesquisas sobre comportamento e saúde emocional, que apontam que o perdão pode ser um fator importante para reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida.
Notícia anterior
Jornalistas que cobrem Elon Musk têm contas no Twitter suspensas